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A utilização de arroz na ração foi aprovada pelo governo

Set 28, 2011

Essa autorização é válida somente para as aves e suínos, o setor da pecuária ainda irá depender da demanda.


A medida do governo de autorizar o uso de arroz para ração irá beneficiar o orizicultor – que passa por uma situação complicada após uma super safra de 13,81 milhões de toneladas do cereal, volume 18,4% maior que na última temporada – além de atender a demanda do setor de aves e suínos.

Segundo essa ordem, o arroz que receberá subvenção do governo federal só poderá ser destinado a avicultores e suinocultores que disponham de indústria próprias de ração animal. De acordo com o Ministério da Agricultura, caso haja demanda, a pecuária bovina também poderá ser contemplada.

A utilização do subproduto do arroz já é conhecida dos pecuaristas de corte. Porém, o pesquisador da Embrapa Arroz e Feijão, Eduardo Eifert, relatou que a utilização do cereal para consumo animal só é possível em casos de super safras como a observada agora no Rio Grande do Sul. “Por uma questão de segurança alimentar, o produto, que compõe a cesta básica, não podia ser destinado ao consumo de animais", afirma.

O cereal pode substituir o milho na ração, mas na maioria das vezes seu alto custo inviabiliza esta prática. A análise comparativa da Embrapa Arroz e Feijão, por exemplo, mostra que o teor de Nutrientes Digestíveis Totais (NDT) do arroz polido é superior ao do milho e do sorgo.

Os grãos que serão leiloados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para utilização na ração são dos tipos 2 e 3, de qualidade inferior. Para a execução dos leilões o governo deve aplicar R$ 60 milhões. “A liberação para a pecuária bovina traria grandes benefícios” enfatiza Neilor Consentino Fontoura, médico veterinário e pecuarista, que utiliza quirera na suplementação dos animais. “A quirera tem apresentado bons resultados, mas o grão do tipo 2 e 3 é mais limpo, o que poderia aumentar o valor nutricional”, explica.

Fonte: Portal DBO